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Terça-feira, Junho 03, 2008
Era uma vez uma mulher que via um futuro grandioso para cada homem que a tocava.
Um dia ela se tocou.
- Alice Ruiz
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Marília
Quarta-feira, Maio 14, 2008
Devo estar apaixonada, toda vez que ouço Adriana Calcanhotto e fico besta é paixão...
SEU PENSAMENTO
A uma hora dessas
por onde estará seu pensamento
Terá os pés na terra
ou vento no cabelo?
A uma hora dessas
por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
ou no estacionamento?
Onde longe Londres Lisboa
ou na minha cama?
A uma hora dessas
por onde vagará seu pensamento
Terá os pés na areia
em pleno apartamento?
A uma hora dessas
por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?
Onde longe Leme Luanda
ou na minha cama?
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Marília
Segunda-feira, Maio 05, 2008
Se este blog tivesse caixas acústicas estaria rolando David Bowie - Life On Mars, sei lá por que numa segundona pós feriadão, eu estou aqui tomando café ruim e ouvindo David Bowie, puta da vida porque a revista que eu resolvi chamar de minha vive atrasada, e todo mês vem como irmã gêmea da Criativa, não tem jeito, a Gloss e a Criativa estão absolutamente parecidas, alem de ridículo é chato, não sei quem tá pegando a rabeira de quem, mas tá muito feio, isso é tão "De Repente 30".
Eu fui ao show do Marcelo D2 e não vi o Marcelo D2, coisas que meu namorado ainda irá me pagar, com toda certeza, porém teve uma banda "Koala Joe" que mandou tão bem, que o D2 é quem deveria ter aberto pra eles, música boa, uns puta negões mandando muito bem, fuçando no orkut descobri que eles foram no Faustão no quadro Pistolão, foram por indicação do Paulinho Vilhena, que também é de Santos... até que esse cara já fez algo que preste (eu implico mesmo com ele, oh moleque pedante).
Vale lembrar o furdúncio que foi pra comprar os ingressos, já que fomos informados que não poderíamos pagar 1/2 entrada, nem com a carteirinha de estudante, fomos informados que existe cota para estudantes,ridículo isso, o Rodrigo (o namorado) foi lá com o número da lei e tudo mais, e sob o protesto do proprietário, pagamos R$ 10,00 por ingresso, semana que vem tem mais e iremos, pagando 1/2 do mesmo jeito, é incrível como as pessoas querem se prevalecer sempre, até mesmo quando estão erradas.
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Marília
Quarta-feira, Abril 30, 2008
Dia normal, numa vida normal.
Eu ando sentindo um desejo incontrolavel de produzir, sei lá o quê, eu só quero produzir, escrever, dançar, cantar, qualquer coisa, já teve um tempo em que tudo que eu fazia estava ligado à cultura, hoje em dias esses momentos resumem-se a idas ao videokê da Elza, isso sim é fim de carreira, artística ou não!
Ainda não aprendi corte e costura, mas surpreendentemente aprendi a fazer óleos perfumados e hidratantes corporais, e juro que são maravilhosos! Eu devo estar com 40 e poucos anos e o próximo passo deve ser fazer uma viagem à Índia ou fazer o Caminho de Santiago... tentar encontrar meu "eu" interior, que fase é essa hein?
Ah!!
Maris... aprendi a fazer arroz!
bjo, baby
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Marília
Segunda-feira, Abril 14, 2008
Toda Vida Daria Um Livro
Eu estou muito bem, parei de reclamar da falta de amor recebido e mudei minha vida, tudo bem que fui incentivada por um comunista extremamente esperto que soube usar da sua política comigo e me levou na conversa, num dia eu era uma "mulherzinha" sofrendo por uma relação que não dava certo mesmo, falida, porém ia levando, no outro dia eu fui pedida em namoro pela 14ª vez e aceitei, eu sou bem sincera, eu não terminei um namoro e aí conheci alguém, eu realmente troquei de namorado, e foi a melhor coisa que eu fiz, sem culpas, sem dramas, não tava bom, então acabou e estou muito bem hoje, realmente é ótimo viver em paz, falta pouco pra minha vida estar tranquila, só a vida profissional, no mais, tá tudo bem, meu trabalho não, isso tá um inferno, pretendo mesmo partir pra outra, qualquer emprego que me permita férias, e nada mais. Meu coração hoje tá tranquilo, não repleto de pasmaceira, mas sim tranquilo por saber que vivo com alguém que está ao meu alcance, e como canta Marina Lima: cansei de ler amor nas entrelinhas, tudo que eu desejava estou vivendo, é bom pra caramba ser amada, ser tratada como primordial e não sentir-se a última das últimas e pior conformar-se nisso, sei lá quantos namoros eu já iniciei e confessei isso aqui, mas continuarei confessando e começando e começando e começando-os, eu tô aqui pra viver e não pra parar e olhar.
Se minha vida fosse um livro....
ahhhhhh minha vida É um livro, em constante edição.
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Marília
Domingo, Fevereiro 24, 2008
Ontem foi o casamento do meu melhor amigo, não sei direito o que senti ao vê-lo entrando pálido pelas portas da igreja, eu estava no altar, fui madrinha, incrível como na prática tudo muda, quando ele me convidou para ser sua madrinha, eu achei legal, uma prova da amizade dele por mim, porém, ontem naquele altar, eu me arrepiei inteira, me dei conta de que ali não era só um amigo, era o Alê, meu grande amigo, ele deu um grande passo, não é mais da turma dos solteiros e isso não significa ter liberdade, significa que ele evoluiu, e sem aquela conversa de que se amarrou ou que hoje em dia os casamentos não duram, porque se for assim, hoje em dia nem as vidas duram, enfim, foi lindo, eu me emocionei de verdade, porque somos praticamente iguais, eu, ele, André, Patty, e tantos outros amigos que estavam ali presenciando tudo, enquanto o padre falava, eu pensava, meu Deus, eu me sinto tão distante de realizar algo assim na minha vida, e de repente ver alguém que é tão próximo, que teve a mesma infância, adolescência que eu, realizando, talvez não seja tão impossível para o resto de nós, foi lindo demais vê-lo casar e para todo que não acreditam que entre ex-namorados pode existir amizade sincera, nós dois estavamos ali provando que isso é papo furado, somos ex's, porém somos eternos amigos, não existe em nossa mente a possibilidade de sermos ex-amigos, se eu não participasse desse momento dele, jamais me perdoaria. Tudo que penso agora é que estamos envelhecendo e de uma forma muito legal. Deus continua de olho na gente, com toda certeza.
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Marília
Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
eu nunca canso disso aqui....
"Vida / Tempo"
Eu acho que a vida anda passando a mão em mim
Eu acho que a vida anda passando a mão em mim
Eu acho que a vida anda passando
Acho que a vida anda passando
Acho que a vida anda
A vida anda em mim
A vida anda
Acho que há vida em mim
Há vida em mim
Anda passando
Acho que a vida anda passando
A vida anda passando a mão em mim
E por falar em sexo
Quem anda me comendo é o tempo
Se bem que já faz tempo
Mas eu escondia
Porque ele me pegava à força
E por trás
Até que um dia resolvi encará-lo de frente e disse
Tempo
Se você tem que me comer que seja com meu consentimento
E me olhando nos olhos
Eu acho que eu ganhei o tempo
De lá pra cá ele tem sido bom comigo
Dizem que ando até remoçando
Viviane Mosé
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Marília
Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008
Algum dia você já se sentiu completa? Eu já, mas durou tão pouco que bateu um desespero, será que vale a pena viver algo sabendo que vai acabar, que cedo ou tarde aquilo tudo vai embora e só sobrarão lembranças? Eu nem sei mais, nos meus tempos de positivismo eu diria que sim, vale a pena, melhor do que viver sem saber, aliás, diria ainda que melhor é viver, se jogar, hoje, estou nos tempos do realismo, é viver ou perder tempo? Sei lá, ando tão descrente, não espero mais nada, queria mesmo é que milagres acontecessem a torto e a direito, assim minha vida faria sentido, antes dos milagres começarem acontecer isso tudo continuará sendo um eterno "sonhar acordado" e todo mundo sabe que um dia todo mundo acorda, acorda pra vida, pra verdade, pra mentira, simplesmente acorda, não sei se o que eu vivo é a ilusão ou se o que eu espero viver é que é na verdade, embora nada disso mude muito as coisas, já que já foi feito, já foi dito, já tá escrito no meu livro de história, no meu arquivo, eis aí o pensamento que não para de pulsar na minha cabeça: "perdi meu rumo?". Afinal, por que o amor é tão necessário assim? E quem diz que não amar é melhor, que não se importar com isso é melhor, nossa pra mim isso soa tão falso quanto quem diz que é impossível ser feliz sozinho, acredito mesmo num equíbrio disso tudo, só não encontrei esse ponto certo.
Não falo reclamando do que vivo, falo querendo que isso exploda, vai ver eu desejo um amor de cinema, aquelas paixões fumegantes, que alguém sempre fica louco no final, e quer saber? Qual o problema, se eu contasse minha história diriam que já é tudo emocionante por demais, mas pra mim é tudo calmo e parado e eu desejo tanto estar à 300 km por hora que dá esse nó, e ao contrário do que parece, não busco aventura, busco certezas, como se alguém vivesse delas.... Eu sei que tenho o homem perfeito na imperfeição, me apaixonei pelos erros dele, vai entender, e sei que duraria uma vida inteira, já dura uma vida inteira, e eu ainda quero mais.
Se existe algo pior do que ter certeza que a pessoa que você ama, tem a certeza que não quer ficar com você, por favor, me avise. E quando se sabe disso, o que fazer? Manda tudo à merda e parte pra outra? Que outra, se quando a gente ama só consegue seguir um caminho? Poderia ser mais fácil, mas não é. Um dia eu deixo de ser fraca e dou meu passo fatal.
"Quando a gente tenta de toda maneira, dele se guardar
Sentimento ilhado, morto e amordaçado volta a incomodar..."
Fagner em Revelação
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Marília
Quarta-feira, Janeiro 23, 2008
Sementes
Minha vida é repleta de erros e nenhum deles leva o seu nome, mesmo no tempo em que pensava que você era a maior catástrofe de todas, nem mesmo no dia do dilúvio, nem isso pode destruir a beleza dos teus braços, aqueles abraços apertados e mordidas na minha bochecha, e como eu detesto ser mordida, Deus! É sempre proposital. Lembro sempre de você nesses dias de chuva, como num sábado a noite em que passamos um tempo sob a marquise da sorveteria esperando que a chuva passasse e conversamos sobre tantas coisas, lembro da história da menina chutando o sujeito caído, tantas coisas já dissemos um ao outro e o que realmente importa nunca foi dito, como disse Fernando Sabino "sincero é tudo aquilo que não é dito", então eu penso em você e logo minha cabeça se enche de coisas que eu nunca falei, será que sobreviveremos a esse espaço vazio? Tudo isso faz tanta falta, essas palavras não ditas, nem sei por que tudo é tão complicado, não as coisas complicadas, mas nós complicamos, você me entende? Nem eu.
Ontem pensei em poesia, quase fiz uma pra você, mas sei lá fiquei com medo de parecer boba, mais boba, embora isso seja um romance tenho medo de ser romântica, adular você nem pensar, mas é inevitável a vontade de te colocar no colo e fazer carinho, e quando você emburra rsss fica engraçado, tipo bebê com cara de adulto, acho mesmo que você não cresceu, falando em bebê, como será que você era quando tinha um ano? Eu penso nessas coisas, acredita? Ontem nos elogiaram, disseram que somos um casal bonito, um casal, engraçado isso, compartilhamos tudo, e ainda vejo essa divisão, embora sinta uma ligação tão profunda com você é como uma conexão exata, onde começa no meu eu e desemboca no seu, como se fossemos a pequena e a grande circulação, essa deve ser a explicação para algumas atitudes racionais que eu tomo, é teu sangue correndo pelo meu coração, vou observar melhor as reações do meu sangue no teu.
Tenho tentado não manter as portas fechadas e dizer a você em gestos que continuo por aqui, mas será que você está percebendo? Dei-me conta de que estou ficando sem ilusões, já acredito que isso possa acabar, assim que você parar de me emocionar eu sei que meu amor se acabará, assim que eu não mais ver a beleza que dá sentido a toda essa loucura, toda semana eu espero pelos nossos momentos deitados juntos, olhando nos olhos e desvendando pensamentos, aos poucos não os dividimos mais, já temos segredos, eu sei parece ridículo e sentimental, mas eu jamais disse que não era.
Mas no final dá tudo certo, não dá?
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Marília
Domingo, Janeiro 20, 2008
"amar e mudar as coisas me interessa mais"
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Marília
Sábado, Janeiro 19, 2008
E se nós mergulhassemos mesmo sem saber nadar? Em algum momento da vida essas coisas são necessárias, atos de coragem, jogar tudo pro alto e ir atrás de algo em que se acredita, mesmo que pareça insano, falar a verdade, seja lá o que for, seja quais forem as consequências, eu queria viver minhas verdades absolutas, mesmo que nunca mais me recuperasse delas. As vezes é melhor sofrer na verdade do que ficar com cara de bobo iludido, às vezes.
Se eu tivesse 03 minutos de verdades absolutas diria as seguintes coisas:
Eu realmente acho seu cabelo horrível
Não o mundo não vai te amar mais porque você se faz de coitada
É verdade, eu pisei no bolo quando tinha 7 anos
Eu fui apaixonada por você, mas já passou e hoje você é indiferente
Não odeio você, só que você estar vivo também não muda nada
As vezes eu choro e é por sua causa
Eu te amo e é muito triste você não saber o que é isso
Sinto muito
Perdão
Eu gosto mais assim.
Eu realmente detesto mordida
Sua covardia ainda vai te deixar inválido
Não, eu não aceito isso.
Você vale a pena.
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
Paulinho Moska em A Seta e o Alvo
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Marília
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
"Estou deixando o ar me respirar
Bebendo água pra lubrificar
Mirando a mente em algo producente
Meu alvo é a paz"
Ângela Ro-Ro em Compasso
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Marília
Domingo, Janeiro 13, 2008
TODO AMOR VALE ENQUANTO BRILHA...
Algumas vezes procuramos esconder a verdade dos nossos próprios olhos, evitamos a todo custo olhar para a realidade das coisas, isso porque, nem sempre viver foi fácil, então você tenta viver os bons momentos com tanta vontade, que quando a vida dá sinal de que nem tudo aquilo são flores, você fantasia, você pinta de rosa, manipula a realidade a seu favor, e isso não é culpa de ninguém, a não ser de você mesmo. Eu tenho uma aquarela imensa, pensava até que a tinha aposentado, mas pelo visto ainda hoje, aos 25 anos, continuo sendo boa nisso, pintar a realidade, colorir as dores e desagrados para viver, pelo menos por mais um instante aquilo que me faz feliz, ainda que não seja real.
Eu me entreguei profundamente a um sentimento que nunca me pertenceu, quer dizer, o sentimento é tudo que eu tenho dessa situação toda, a pessoa por quem eu tenho esses sentimentos é que nunca foi minha, e por vontade própria, nunca será, e se eu sou ótima, linda, cheia de planos e metas, inteligênte e principalmente "a mulher que qualquer homem desejaria ter" por que é tão difícil aceitar que juntos podemos dar certo? É mais fácil abdicar de tudo por ser mais conveniente permanecer na mesma vida que nem é tão boa assim, pois se fosse eu não faria parte dela, talvez eu seja ainda, aquela garota de 15 anos que dormiu por três dias porque não queria mais saber da vida ou então aquela de 20 que desistiu de si, e se fechou pro mundo por dois anos seguidos, por medo de ser machucada novamente, por não querer dar chance pra mais alguém a retalhar, isso não é um talvez, eu continuo sendo essa menina que não aprendeu nada com a própria vida, que não entendeu que sentimento bom tá dentro da gente e os outros são só os outros, são aquelas pessoas que carregam as foices por trás das nossas costas, que nos afagam enquanto dormimos, que nos beijam com ternura e que mesmo sem querer, cedo ou tarde nos farão tanto mal quanto um desconhecido que nos atropela com um trator. E tudo isso é somente parte da vida que levamos, feliz daquele que consegue estar acima dos sentimentos, que pode dizer não em qualquer momento, ir embora sem olhar pra trás, sem ter medo de perder os melhores abraços e beijos que já recebeu, pois ali tinha amor, nem que fosse só o seu, e o que eu aprendi com isso? Não sei, talvez a não me abrir, não gostar, não sentir, não me revelar, não ser dócil, muito menos amorosa, não cuidar, não fazer de tudo para ve-lo bem, não dar o que eu tenho de melhor em mim, mas quer saber? Como é que eu seria capaz de fazer isso se isso é ser eu? Teria então que mudar minha natureza só pra fazer parte desse mundo cão, onde todo mundo se devora, não há amor, não há ternura, as pessoas se traem, mentem, engam umas as outras, não se entregam, são pessimista, e vivem em constante anulação, vivem suas vidas reprimindo os sentimentos e evitando aquilo que temos de mais bonito, que é o amor ao próximo, quer saber? Prefiro ser eu, ainda que eu chore por mais dois anos seguidos, ou que viva os meus 100 anos de solidão, as portas do meu coração são abertas porque essa é a minha natureza, eu amo e não me envergonho disso, e isso não pode ser triste pra mim, deveria ser pra quem não tem a graça de sentir o que eu sinto, é claro que isso provoca essa dor somente em mim também, pois quem não ama não sabe a dor que é perder, não criar vínculos tem seus prós e seus contras, ninguém vai tirar de mim esse laço que foi dado no momento em que eu me reconheci apaixonada por ele, nem ele mesmo seria capaz de apagar toda a beleza do meu sentimento, e talvez por saber a importância e o valor desse sentir, é que eu não devo permitir que isso fique banal, ser tratada como mais uma história ou como uma página virada, um corpo útil, não, eu sou muito mais e isso ninguém precisa me dizer.
Meu grande engano foi um dia pensar que não viveríamos isso pelas convenções, por medo de abandonar e perder o convívio com uma criança, achei que isso tudo fosse medo de arriscar no novo, mas que cedo ou tarde ficaria claro que juntos damos certo, juntos formamos um "nós" e que isso valeria a pena, agora, depois de tudo ouvi um NÃO, que me fez em pedaços, não por ter sido enganada, isso eu nunca fui, como disse, eu colori tudo, infantilidade minha, eu sei, mas será que tudo que eu fui durante esses meses foram momentos bons, somente bons que não mereciam uma chance de passar de momento para ser uma alternativa de vida? Provavelmente não, e quem sou eu nisso tudo? Talvez seja o que qualquer pessoa que saiba dessa história diria que eu sou, isso tudo tem uma importância fundamental pra mim, e pelo visto só pra mim. Não direi jamais que teve mentira ou enganos, a não ser os meus, só posso dizer que amo muito alguém que não me ama, e qual a novidade disso? Bem, ele nem mesmo quer tentar.
"Levando em frente
Um coração dependente
Viciado em amar errado
Crente que o que ele sente
É sagrado
E é tudo piada
E é tudo piada"
Marina Lima em Carente Profissional"
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Marília
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
Eu acho tão engraçado essa coisa de ter blog, são fases ótima, de início você chega cheio de gás, querendo postar a cada 5 minutos, depois vem a fase dos comentários, você praticamente faz novena pra comentarem no seu blog, ainda tem a fase do "eu sou pop", a coisa vai fluindo e você adora, aí então enche o saco, e você dá uns sumiços, esquece até a senha pra acesso, aí tem um surto do nada e aparece e posta algo, voltando somente 3 meses após, pois é, eu já vivi todas essas fazes, agora estou na fase da preguiça de escrever, preguiça, mas muita vontade, a real é que nem sempre temos o que dizer, e encher linguiça é dose, não é não?!
Esse fim de semana estarei visitando lojas de roupa fina, logo serei madrinha de casamento e meu estômago está gelado, eu nem sou a noiva, mas morro de medo de não estar bem no mega evento, ainda mais quando o noivo é meu melhor amigo... Deus me ajude! e que eu não caia do salto.
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Marília
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
CLUBE DOS CORAÇÕES NADA SOLITÁRIOS
Há quase três anos atrás eu conheci um livro que mudaria minha vida - ok tô exagerando - talvez por tratar de um livro que fala minha língua, e três anos atrás, meu coração entendia tudo de "ser solitário", e isso foi ótimo, vivi uma coisa louca onde o auto-conhecimento foi intenso, quando se está só, você meio que não tem alternativa, você olha para o próprio umbigo mesmo, e foi nessa época que eu li os melhores livros, vi ótimos filmes, fui ao cinema no mínimo uma vez por semana e conheci muita coisa boa na música, e claro, vivi o ponto alto do meu vício em Internet. Quase como uma doença, eu acordava, ia trabalhar e lá tinha acesso à net, passava meu dia todo no MSN, conversando com mil pessoas que hoje eu nem lembro mais, é claro que dessas sempre ficam as especiais - Maris!!!!! - Que fase, teve uma época da minha vida em que eu conversava mais com a Maris pelo msn do que com minha família, louco né?!
Bem, voltando ao Clube, resolvi desenterrá-lo do armário e voltar a lê-lo, meu Deus, como as coisas mudam, eu lembro de choramingar por entender completamente a dor de corno do Spit ao ser largado pela namorada, e me emocionar com o relacionamento dele com os amigos, e claro ele montou uma banda, eu queria fazer parte daquilo, e de fato, fazia, era meu mundo nas páginas daquele livro, era impossível não se reconhecer ali, era como ler O Diário de Bridget Jones ou entender que comer uma caixa de Bis sozinha não é crime nenhum - totallmente compreensível né?!!!! - mas hoje me senti por fora, li e é claro que como sempre amei, amei mesmo, porque o livro é bom, mas foi como se alguém estivesse me contando sobre minha adolescência, como é bom ver que o tempo passa...
Eu preciso mesmo me adequar a essa vida de "ter alguém" eu tenho alguém há oito meses e nesse período fui ao cinema pouquíssimas vezes, em compensação fui há várioooooooos bares, li 1/5 dos livros que eu li em oito meses no ano passado, não passo o fim de semana em casa por nada e só pra completar finalmente tomei caipirinha, até de cachaça, JESUS AMADO! É claro que a parte da bebida é um perigo, porque toda vez que eu bebo um gole a mais, fico meio besta, a mais bonita do lugar, a inteligente e dou risada até do que não tem graça... talvez seja um novo modo de ser feliz, provavelmente seja, porque aos 25 anos eu finalmente estou vivendo uma vida que é minha, sem aquela sensação de que algo precisa acontecer para que a vida comece, antes eu tinha essa sensação atravessada na garganta, como se fosse preciso um anjo descer dos céus e apertar o "play" no controle remoto da minha vida. Bom, minha vida até tem controle remoto, mas ele fica guardado no meu bolso.
Definitivamente o Clube deixou boas lembranças, mas o Takeda (autor do livro) que me perdoe, mas hoje em dia me associei a outro clube, o dos corações nada solitários, porque solidão boa é a solidão opcional.
Caio Fernando Abreu escreveu: "o amor também é uma espécie de morte ( a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável). O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade." Tô com ele e não abro.
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Marília
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